O aperto do desapego
teu afeto no meu peito.
A procura na lamúria,
no desejo de saudade.
Ah, mas que saudade!
Maldade, maldade, maldade.
Automático o desajeito
a falta do seu beijo, olho, seio.
Daquele aceno curioso,
insensato, a espera do inesperado.
Na carniça do meu senso
reside o seu consenso
que me corrói por dentro
e dói, dói, dói.
Ah, meu deus, como dói!
Nas entranhas da não-fé
aparece meu apelo.
Lá vem outra vez, esse seu maldito desapego.
[Belacqua, 19/08/11]